Independentes do Brasil no Porão do Rock 2008
            Nos dias 1 e 2 de agosto a equipe do Independentes do Brasil participou da 11º edição do Festival Porão do Rock, que aconteceu no estacionamento do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Este ano, o evento trouxe o slogan "A melhor seleção de todos os tempos", convocando bandas de todas as partes do Brasil e as gringas Suicidal Tedencies (USA), Papier Tigre (FRA), Sick City (ALE), Tandooris (ARG) e a grande atração do festival, o Muse, da Inglaterra.
            Na estrutura, três palcos: dois principais, com apresentações alternadas, e um palco alternativo, o palco "Pílula", onde se apresentaram as bandas vencedoras da Seletiva do Porão e bandas convidadas.
            Em frente aos palcos principais, uma enorme área VIP, reservada para quem estava no camarote e para a imprensa. O espaço poderia ter sido menor, afinal, a galera do gargarejo acabou ficando um pouco distante do palco e de acompanhar mais de perto a performance do seu artista favorito. Quem se deu bem mesmo foi quem comprou camarote. Ele ficava entre os dois palcos e tinha acesso ao bar VIP e a área da coletiva de imprensa, onde os músicos transitavam depois dos shows.
A melhor seleção de todos os tempos
            O Porão do Rock teve início na sexta-feira (01) ao som de bandas mais voltadas para o hard core, metal e suas variações. Quem abriu o dia mais “pesado” do festival foram os cariocas do Sayowa, que fizeram uma mistura inusitada, juntando rock, samba e maracatu, trazendo as batidas dos tambores "treme terra", tirados direto das escolas de samba, uma mistura de Slipknot com Nação Zumbi. Contou com a presença de 12 mil pessoas e também com a transmissão de mais de 190 Rádios Comunitárias de todo o País.
O segundo dia de festival foi mais "leve", com uma influência mais indie, começando com o Vai Thomaz no Acajú, união magnífica de duas gerações do rock brasiliense, a galera do Móveis Coloniais de Acajú e Gabriel Thomaz, vocalista do Autoramas. Eles trouxeram para o palco cantigas de roda, de amor e de amigo, músicas regionais de compositores de Brasília e muito mais presepadas.
            Muitas outras bandas nacionais passaram pelos palcos principais e surpreenderam, como Macakongs 2099, do Distrito Federal; a paulista Almah; os brasilienses do Lesto, a capixaba Mukeka di Rato; MQN (GO), Nitrominds (SP), a Carioca Canastra, Lucy and the Popsonics (DF), Supergalo também de Brasília, a baiana Pitty e a paraense Madame Saatã, primeira banda do estado a participar do Porão. “Desde quando começamos, mandamos material para o Porão”, disse Sammliz, vocalist do Madame Saatã.A grande atração da noite foi o Suicidal Tedencies, que trouxe a galera pra frente do palco e fez muito “tiozão” bater cabeça ao som forte, pesado e consistente da banda norte-americana.
                        Destaque para a programação do palco Pílula (que por muitos foi chamado de "Pirula"), que trazia bandas de pouca expressão, mas nem por isso com menos talento do que as bandas do principal. O porém é que algumas bandas que tocaram no Pílula foram prejudicadas pela interferência do áudio dos palcos principais, atrapalhando o público de ouvir as músicas de quem ainda não era muito conhecido. “Foi uma batalha de bandas”, disse Pedro Veríssimo, vocalista do Tom Bloch (banda que contou com a participação em seu show de Rafinha do Bois de Gerião), uma das mais prejudicadas pelo alto volume do palco principal.
            O palco Pirula (opa!), quer dizer, o palco Pílula trouxe bandas destaque no cenário independente brasiliense, como o The Pro; os sessentistas Rafael Cury and the Booze Bros; o som instrumental do Super Stereo Surf e a irreverência e os dreads de Gilbertos come Bacon (é esse mesmo o nome da banda!), nome que surgiu da irreverente união de duas expressões comuns utilizadas em BSB: “Gilberto” é como os brasilienses se referem ao famoso "Zé Ninguém" e “come bacon” é como chamam aquela pessoa que está por fora do assunto.
            Mas não foi só a galera de Brasília que comandou o Pílula. O Astros, de São Paulo (banda liderada por Juninho Bill, ex-passageiro do trem mais alegre de todos os tempos), Maldita, do Rio de Janeiro e os espanhóis do Kill Karma, foram algumas das atrações.
            No primeiro e no segundo dia, nos palcos principais, bandas consagradas como Matanza, Pitty, Mundo Livre s/a, Canastra, Sapatos Bicolores, Autoramas, Lucy and the Popsonics e a paraense Madame Saatã, que apresentou um show bom. Não foi o melhor de sua estrada, mas empolgou o público com o som forte e a performance um tanto tímida da vocalista Sammliz.
            Teve também o Supergalo, banda formada pelos ex-integrantes do Raimundos e do Rumbora (um dos shows mais esperados por mim no festival) e o som do trio inglês Muse, que fechou o segundo dia do Porão.
Rock Solidário
            Durante os dois dias de festival foram arrecadadas cerca de 20 toneladas de alimentos não perecíveis, que foram doados para o projeto Mesa Brasil, do SESC (Serviço Social do Comercio).            Arrecadação essa, que já vem sendo feita pela ONG do Festival e que já proporcionou aproximadamente 150 toneladas de alimentos não perecíveis sendo que em cinco anos não consecutivos (2003 a 2006 e 2008) quase 135 toneladas foram doados ao SESC e em 2007, a entidade beneficiada foi a ABAS (Associação Brasileira de Ação Social que foi presenteada com aproximadamente 15 toneladas.        
Ponto Negativo?
            O único ponto pseudo-negativo foi que alguns ônibus da Petrobrás estavam disponíveis para levar a galera que participou do festival até a rodoviária, o que foi uma boa iniciativa da organização do festival. Porém, quando o pessoal chegou na rodoviária, a surpresa: Cadê os bondes? Ãh? Ãh? Não tinha nenhum! Li alguns relatos na comunidade do Porão no site de relacionamento Orkut, que muita gente dormiu na própria rodoviária por falta de transporte. Mas isso foi um fato isolado e que não comprometeu em nada o andamento do evento.     
Porão do Rock na Bagagem
            Além do festival em si, o Porão também foi bom para fazer novos contatos e conhecer gente bacana. Tivemos oportunidade de conhecer várias pessoas da imprensa alternativa/independente de Brasília, como o Cristiano Porfirio do Na Rota do Rock (www.narotadorock.com), que nos apresentou para vários outros caras do recinto. Quem também nos ajudou muito foi a Diana Fabrino, vulgo Canhotinha, que fez parte da imprensa do Porão e é produtora de algumas bandas que tocaram no Festival (The Pro e Super Stereo Surf).        
            A organização do festival inclusive foi um show a parte. Prova disso é que nenhum registro de violência foi notificado durante os dois dias de evento “Du caralho estar aqui no Porão pela segunda vez, esse Festival só faz crescer”, disse Fred Zero4, vocalista do Mundo Livre s/a. A pontualidade também refletiu a boa organização. Não houve nenhum atraso na programação e teve até banda entrando antes do horário previsto. Isso sem falar na equipe do Porão, que fez o diferencial. Toda a imprensa foi muito bem recebida pela galera do Porão, como Marcos Pinheiro, da Cultura Fm, os produtores Bianca, Cris, Felipe CDC e muitos outros, que em momento algum fizeram distinção entre os veículos, tratando todos da mesma forma. Essa galera é que faz do Porão o maior festival de Rock do Brasil!
            Que o Porão do Rock 2008 foi um sucesso, isso é fato! O que não podemos esquecer é que existem pessoas por trás de tudo isso e é graças ao empenho delas que o evento acontece. Pessoas que não medem esforços para trazer a alegria para a galera. E o melhor, você não precisa votar em nenhuma delas, pois elas estão lá por amor ao que fazem, amor ao rock e por amor a cultura.
            O Independentes do Brasil parabeniza a todos do Porão pelo trabalho bem feito. E que venham mais e mais Porões do Rock, do jeito que a galera curte: com bandas excelentes, ótimos profissionais e tudo mais que o Porão pode oferecer para o público, seja de BSB ou de qualquer outro lugar do país. Valeu a experiência de participar (muito mais do que os dez meses de parcelas das passagens de avião)!

DHARMA BURNS - BAIXE AQUI O EP DEBUT

PROJETO SIM - BAIXE AQUI O EP OPA!

16 BITS - BAIXE AQUI O EP RESISTOR

 

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INDEPENDENTES DO BRASIL
Apresentação: Raul Bentes, Diego Fadul e Andrey Ledo
Sabado: 18h (Ao Vivo) Reprise: Quarta:00h


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(Coletivo Megafônica)

Apresentação: Andro Baudelaire e Mau Mau
Sexta: 17h (Ao vivo) Reprise: Domingo: 16h



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